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Sistemas legados

Sistemas legados

Assim como em poucas ocasiões do passado, vivemos um momento histórico de intenso desenvolvimento tecnológico. A chamada Quarta Revolução Industrial, determinada prioritariamente pela inteligência artificial, automação e outros avanços da Computação, nos coloca diante de um cenário cada vez mais emergencial: o estoque de sistemas legados e a necessidade cada vez mais urgente de modernizá-los.

O desafio é enorme e, portanto, estimulante: de acordo com um relatório da McKinsey e do IT-CISQ, aproximadamente 70% dos softwares em operação nas empresas da Fortune 500 possuem mais de duas décadas de existência.

Conforme o tempo passa, aumenta a dificuldade de submeter sistemas legados a processos de modernização de aplicações. Além disso, em um mundo cada vez mais digitalizado e com sistemas apresentando cada vez mais funcionalidades, aumenta sobremaneira a exigência dos usuários por qualidade. Não é para menos: a IA nos apresenta realidades que já estão integradas à nossa rotina, além de possibilidades que facilitarão ainda mais a vida das pessoas. Em termos de mudança da realidade, a popularização da inteligência artificial se compara à da microinformática digital, da Internet e dos smartphones.

Todo esse panorama mostra que a capacidade de modernizar sistemas legados é uma vantagem competitiva nesse mercado cada vez mais acelerado. Contudo, em detalhes, como está o cenário dessas aplicações dentro das corporações? E quais são os maiores desafios?

Refinando o conceito e olhando para o estoque

A análise de um sistema legado não se dá apenas pelo ponto de vista da sua obsolescência técnica ou funcional e da sua importância para a organização. Em projetos de modernização de aplicações, quando estamos na etapa de caracterização dos sistemas legados, o analisamos a partir de diversas dimensões:

  1. Arquitetura de aplicações → verificamos a complexidade da arquitetura, a existência, detalhamento, nível de qualidade da documentação e frameworks utilizados
  2. Linguagens → analisamos as linguagens de programação e versões utilizadas para começar a identificar as que podem ser utilizadas em substituição
  3. Pessoas → diagnosticamos a disponibilidade de analistas, tanto dentro quanto fora da Inmetrics, que detém domínio das linguagens usadas no sistema, para iniciar a projeção de tempo de projeto
  4. Hardware → checamos qual o nível de conexão entre software e hardware e quais caminhos a serem adotados, especialmente se, como resultado do projeto, será necessário uma grande mudança na arquitetura de aplicações ou mesmo modernização da infraestrutura, como migração para a nuvem
  5. Financeiro → calculamos: os custos atuais de manutenção do sistema; os que serão envolvidos para modernizá-lo e; o que será despendido para mantê-lo no futuro, após o processo de modernização
  6. Organizacionais → a partir de todas as dimensões acima, diagnosticamos a importância do sistema, especialmente do ponto de vista financeiro, de tempo, de hardware e de pessoas

O resultado da análise nos dá um indicador do quão “legado” é o sistema. Para ficar em um exemplo, se sua arquitetura não é complexa, a documentação está bem detalhada, há nos nossos times conhecimento técnico sobre as linguagens e o custo de manutenção da aplicação atualmente é baixo, esse sistema talvez seja menos “legado” que outros da organização.

Para se ter uma noção do quão legado pode ser um sistema, vamos tomar como exemplo um dos inventários mais complexos de serem reestruturados, o do sistema financeiro norte-americano. É um estoque de aplicações dominado pela infraestrutura de mainframes e pela presença do Cobol, sigla formada pela expressão em inglês Common Business Oriented Language – ou Linguagem Comum Orientada para Negócios. De acordo com o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, instituto global que atualmente é a maior comunidade técnica do segmento no mundo, existem aproximadamente 200 bilhões de linhas de código Cobol em operação no mundo, sustentando 70% das transações comerciais globais.

A resiliência dessas aplicações é um dos principais fatores que impedem sua substituição imediata. Enquanto os Acordos de Nível de Serviço dos serviços de computação em nuvem prometem disponibilidades entre 99,9% e 99,95%, os mainframes atingem 99,999%. Em termos práticos temos o risco de até 43 horas de inatividade anual de um lado contra menos de 5 minutos de inatividade por ano de outro.

O Cobol e outros sistemas legados se tornaram um enorme problema para o sistema financeiro norte-americano. Contudo, não são só eles que enfrentam esse tipo de dificuldade – a realidade brasileira não é muito diferente. De acordo com relatório da Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, em 2023, apenas 10% do núcleo de operações bancárias havia sido migrado para a nuvem.

Apesar de ser responsável por boa parte do tráfego de dados da atualidade, as aplicações do sistema financeiro conformam apenas um dos vários conjuntos de sistemas legados. O custo desse estoque é alto.

Sistemas legados: principais desafios da atualidade

Quando olhamos para a dimensão financeira do estoque de sistemas legados fica ainda mais clara a noção da enormidade do desafio. De acordo com o relatório da Mechanical Orchard, o gasto global para manter os mainframes em Cobol funcionando atingiu a marca de 1,14 trilhão de dólares em 2022. Um relatório do mesmo ano da IT-Cisq aponta que a dívida técnica acumulada, apenas nos Estados Unidos, com esses sistemas legados chega a 1,52 trilhão de dólares.

Contudo, a questão não está só nos valores. O custo não é meramente operacional; ele é, principalmente, de segurança. Sistemas legados possuem três vezes mais vulnerabilidades de segurança do que seus equivalentes modernos.

Para além dos custos e dos riscos de segurança, há uma lacuna de conhecimento: conforme o tempo vai passando, diminui a quantidade de mão de obra com conhecimento sobre as linguagens que compõem os sistemas legados. Olhando novamente para o cenário do sistema financeiro norte-americano, um desenvolvedor de Cobol atualmente tem, em média, 55 anos de idade. Essas pessoas irão se aposentar em algum tempo e a mão de obra desse serviço ficará ainda mais escassa.

Modernização de sistemas legados é um tipo de projeto recorrente aqui na Inmetrics. Para executá-los, combinamos práticas avançadas de arquitetura e engenharia de aplicações com inteligência artificial e, sempre que necessário, usamos nossa estrutura de computação em nuvem para implementar a nova versão das aplicações.

Se sua empresa possui um estoque de sistemas legados complexo de enfrentar, entre em contato conosco! Um integrante do nosso time de especialistas pode tirar as suas dúvidas e, a partir daí, iniciarmos projetos de modernização para irmos reduzindo paulatinamente o seu estoque. Clique aqui para falar com a gente, teremos prazer em conversar sobre os seus desafios com sistemas legados!