Seja no desenvolvimento de produtos digitais novos, seja em projetos de modernização de aplicações sobre sistemas legados, o que aumenta a confiança – e consequentemente a qualidade – das aplicações são as baterias de testes pelas quais elas passam. E por mais que atualmente a inteligência artificial acelere a automação da atividade, os testes manuais seguem sendo necessários – e sempre continuarão assim.
Conforme explicamos no post sobre testes daqui do blog da Inmetrics, os manuais são aqueles executados por pessoas, normalmente um analista de QA – sigla do termo em inglês quality assurance, que significa “garantia de qualidade”. Dado que são realizados por indivíduos, em muitos dos manuais será necessário ativar habilidades e capacidades que são eminentemente humanas: as sensoriais.
A maior parte das interações que estabelecemos com aplicações estão restritas às telas. Para ver o comportamento de sistemas funcionar, usaremos o tato – seja para comandar mouse, teclado ou telas sensíveis ao toque – e a visão. Entretanto, para verificar o correto funcionamento de uma funcionalidade, muitas vezes precisamos acionar outros sentidos. A aplicação emite um sinal sonoro? Ao chegar uma notificação, o dispositivo vibra?
Em situações mais específicas, até o olfato precisará ser ativado. Em estações de tratamento de esgoto ou em indústrias, é sentindo cheiros que conseguimos identificar o desvio em algum processo. Softwares conseguem “senti-los”, mas necessariamente testes “manuais” (ou, neste caso, nasais) serão necessários.
Neste texto vamos contar um pouco da história desse tipo de inspeção, além de destacar a relevância dos testes manuais para a realidade amplamente digitalizada na qual vivemos atualmente. Siga conosco!
História de uma disciplina
Não dá para contar a história da atividade de testes na indústria de software sem falar do livro “The art of software testing” – em português, “A arte de testes em software” – do cientista da computação Glenford Myers. Foi a partir desta obra de 1979 que o tema se consolidou na indústria, tanto que o livro até hoje é uma referência sobre Gestão de Qualidade no desenvolvimento de produtos digitais.
Em seu livro, Myers definiu que a atividade de teste de software é o processo de executar um programa com a intenção de encontrar erros. Essa abordagem inverteu a lógica da atividade de testar até então. Antes de “A arte de testes em software”, analistas de qualidade testavam um software identificando o que funcionava e o que não funcionava. Após a obra de Myers, a atividade de testes passou a ser buscar tudo o que não funcionava e tudo que poderia vir a não funcionar. Em outras palavras, a intenção da atividade, o seu objetivo, é encontrar erros.
Myers propôs a “separação” entre as atividades de teste e debug. Ao analisar a qualidade de aplicações, os testes identificam os sintomas e o debug a causa, numa perspectiva holística: se ao corrigir um bug outro é gerado, o sistema não está completamente “saudável” – o que justifica uma testagem cuja intenção é procurar erros.
Testes se transformaram em uma das principais disciplinas da Computação e, como todo o campo de conhecimento, evoluiu. Na virada do século XX para XXI, o engenheiro de software Kent Beck propôs a abordagem de desenvolvimento orientado a testes, a Test-Driven Development – conhecida pela sigla TDD. Nessa perspectiva, proposta inicialmente para testes unitários automatizados, escreve-se o teste antes do código, ou seja, a inspeção de cada parte já é o critério para um desenvolvimento de maior qualidade. Consequentemente o trabalho do analista de qualidade muda: com erros de lógica já previamente capturados, o analista foca nas integrações ou em regras de negócio mais complexas.
A TDD permitiu a criação de novas abordagens que olhavam para as aplicações de outros pontos de vista, como o desenvolvimento orientado a comportamentos – em inglês Behavior-Driven Development, ou BDD – e o desenvolvimento orientado a testes e aceitação, a Acceptance Test-Driven Development, ATDD.
Atualmente o método praticado pelas empresas que lideram o conhecimento de testagem é o dos quadrantes de testes ágil. Por essa metodologia, a testagem deixa de ser um único estágio no ciclo de desenvolvimento e passa a ser tratada como uma atividade contínua, acontecendo juntamente com o desenvolvimento. Assim, seja com automação ou testes manuais, erros são precocemente capturados. Dizendo de outra forma, a metodologia trata a qualidade como serviço contínuo, sendo realizado desde a fase de concepção do projeto.
Testes manuais nos dias de hoje
As redes neurais artificiais trouxeram mudanças no trabalho de uma série de carreiras, e na dos analistas de qualidade não seria diferente. Quando a IA é sincronizada às abordagens e metodologias modernas de engenharia de qualidade, recaem sobre os testes manuais a responsabilidade de aumentar a satisfação total do usuário com as aplicações.
Hoje em dia os testes de qualidade centrados no usuário como os de usabilidade, acessibilidade e os testes de experiência reúnem muitas das atividades no papel dos analistas de qualidade. Se no final do dia os sistemas serão usados por pessoas, elas devem verificar a qualidade da experiência em utilizá-los.
Além disso, por meio de testes manuais, infere-se problemas de código que favorecem o ajuste com os automatizados.
Aqui na Inmetrics, qualidade é a essência de cada passo da nossa atividade. Evoluímos para um método de trabalho que elimina os limites entre testes, desenvolvimento e operações para aumentar a velocidade de implantação, reduzir o tempo de lançamento e assegurar o maior ROI possível das suas aplicações.
Se você quer que sua aplicação tenha ampla aceitação e aprovação pelos usuários, trate a qualidade como serviço contínuo e incorpore testes automatizados e manuais desde a fase de concepção do projeto. Para entender melhor como fazemos isso aqui na Inmetrics, faça contato e fale com um de nossos especialistas! Eles te apresentarão a maneira como procedemos com os testes manuais, para que você perceba quão benéfica é essa atividade. Clique aqui e fale conosco!

